sábado, 18 de julho de 2015

Análise de Filmes #02 - Spirit: O Corcel Indomável (2002)


Pôster original do filme


Olá para vocês, leitores do Fênix no Sekai. Aqui é o Diego Felipe e estou fazendo minha segunda análise de filmes para o blog. Como havia explicado na apresentação há muito tempo atrás fico responsável por fazer críticas a variados tipos de filme. Acabei tendo uns problemas que me fizeram demorar uns 20 dias pra postar essa nova análise. Mas pelo menos consegui fazer uma nova.

Infelizmente demorei demais com relação à minha primeira análise, do filme Ernest & Celestine. Mas agora posso passar a vocês essa análise do filme Spirit – O Corcel Indomável (em Portugal, Spirit – Espírito Selvagem). Espero que se divirtam lendo.

Ficha Técnica

Diretores: Kelly Asbury, Lorna Cook
Produtores: Jeffrey Katzenberg, Mireille Soria, Max Howard
Roteiro: John Fusco, Jeffrey Katzenberg
Estúdio: DreamWorks Pictures
Duração: 83 minutos.
País: EUA

A História


Spirit - O protagonista e narrador da história

O enredo se passa no século XIX na região oeste dos Estados Unidos (o famoso Velho Oeste) e tem como protagonista o personagem título Spirit, um cavalo selvagem e líder de seu rebanho. Spirit é muito corajoso e determinado, principalmente para proteger aqueles que amam.

Um dia, ao descobrir a presença de soldados na região onde vive acaba sendo capturado por eles (mas não sem antes conseguir ajudar o rebanho a fugir). Uma vez capturado os soldados estão determinados a domá-lo mas Spirit resiste incansavelmente, despertando a ira de um Coronel do exército, que tenta tortura-lo para conseguir enfim controlar o cavalo selvagem.

O Coronel - o antagonista da trama

O Coronel tenta domar Spirit pessoalmente e a princípio aparenta conseguir fazer isso. Mas Spirit consegue fazê-lo perder o controle e consegue escapar do exército. Junto com ele escapa o índio Pequeno Rio, da tribo Lakota e que fora capturado pelos soldados.

O índio Pequeno Rio
Embora a princípio não consiga se relacionar muito bem com Pequeno Rio, Spirit acaba se tornando amigo dele e ainda conhece Chuva, égua da tribo de Pequeno Rio por quem Spirit se apaixona.


A égua Chuva

A Análise

Spirit – O Corcel Indomável é um filme divertido e leve de se assistir. Sua história é simples e possui um grande apelo familiar, além de ter uma história que não se arrasta durante o tempo de exibição do filme. Além disso, os personagens são carismáticos, principalmente o protagonista Spirit.

A conquista da região oeste dos Estados Unidos, embora não seja abordada em conta de forma tão profunda, é bem retratada por meio da captura do índio Pequeno Rio pelos soldados, do acampamento de soldados na terra natal de Spirit e da construção de estradas de ferro.



Outro ponto positivo é que, enquanto na maioria dos filmes que envolvem animais há grande presença de animais falantes, o filme apresenta animais se comunicando por meio de sons e linguagens corporais. A princípio o filme foi roteirizado com animais dialogando e seres humanos sem demonstrar muita pronúncia (como em A Era do Gelo, por exemplo). Mas o produtor e roteirista Jeffrey Katzenberg sugeriu uma inversão: os seres humanos dialogariam e os animais não falariam, embora demonstrassem muito bem suas emoções e houvesse a narração de Spirit (em inglês ela é feita pelo renomado ator Matt Damon).



Porém mesmo com cenas cativantes nenhuma em específico se torna única na memória do espectador ou entrega uma situação bastante diferenciada de outras histórias existentes, como ocorre em filmes como O Rei Leão, Shrek, A Bela e a Fera, Toy Story, dentre outros. Ou seja, o filme é simpático, mas não possui muitos elementos que o tornem um grande destaque entre muitas animações existentes.



Ainda assim a película acaba sendo muito tranquila de se assistir, não havendo nenhum momento em que a história é empurrada com a barriga. É uma história simples e sem grandes situações complexas e com um bom apelo emocional que, embora pudesse ser desenvolvida de forma mais única, não deixa a desejar enquanto entretenimento.

O formato de animação é tradicional e apresenta um bom design visual. Aliás Spirit – Um Corcel Indomável vem a ser um dos últimos filmes da época em que a animação tradicional ainda era mais utilizada que a animação em computação gráfica (que começou a se popularizar a partir do sucesso de Toy Story).



Outro ponto alto da obra é a trilha sonora instrumental de Hans Zimmer. Zimmer é uma lenda do cinema pela trilha sonora de filmes como O Rei Leão, Piratas do Caribe, Gladiador, A Origem, Rain Man, 12 Anos de Escravidão, Batman – O Cavaleiro das Trevas e Interestelar.

Já as músicas são cantadas em inglês por Bryan Adams. São canções muito bonitas e que se encaixam perfeitamente à história que o filme apresenta, principalmente em momentos mais dramáticos. No Brasil elas são cantadas por Paulo Ricardo e em português por Olavo Bilac. Abaixo o vídeo da principal música do filme, Here I Am.

"Here I Am"


Curiosidades


- O orçamento do filme foi de $ 80 milhões. Faturou $ 122,6 milhões nos cinemas, significando que foi um sucesso modesto em bilheteria.

- O autor John Fusco, conhecido por seus roteiros de filmes de faroeste e sobre nativos americanos (como Os Jovens Pistoleiros) foi contratado pela DreamWorks para criar um roteiro original em cima de uma premissa idealizada por Jeffrey Katzenberg. Primeiramente ele criou o roteiro em formato de um livro e depois o adaptou em forma de roteiro.

- O personagem Coronel se assemelha muito a George Armstrong Custer, militar que foi comandante da 7ª Cavalaria dos Estados Unidos e destacou-se na Guerra de Secessão por seu comportamento durão e sua forte habilidade para liderança, características que também pertencem ao Coronel em Spirit – O Corcel Indomável. Não se sabe, no entanto, se o personagem é uma representação de Custer ou se é apenas inspirado nele.

- Spirit – O Corcel Indomável chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2003, mas perdeu para A Viagem de Chihiro. Também foi indicado ao Globo de Ouro pela pela música “Here I Am” mas perdeu para a música “The Hands That Built America”, do filme Gangues de Nova York.

- A personagem Chuva recebeu um certificado de registro de honraria da American Paint Horse Association (APHA), uma associação relacionada a cuidados de cavalos da espécie Paint Horse, justamente a espécie de Chuva. É o primeiro personagem de animação a ser registrado pela associação.


Bem, pessoal, essa é minha segunda análise de filmes no blog. Espero que tenha ficado boa de se ler. Até a próxima!


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